domingo, 25 de junho de 2017

AS TEMPESTADES DO MAR DA VIDA



INTRODUÇÃO: Nesta passagem das Escrituras, encontramos os discípulos de nosso Senhor presos nas garras de uma tempestade feroz. Eles se envolveram nessa tempestade por terem sido ordenados pelo Senhor para atravessar o Mar da Galileia. Esses homens estavam na vontade do Senhor e, no entanto, nós os vemos lutando contra a tempestade. Por mais que tentassem, no entanto, parece que eles eram incapazes de fazer qualquer progresso. O vento era contrário. Estes 12 homens estavam presos em uma tempestade e eram incapazes de sair. Enquanto vemos tudo de maneira limitada Deus vê o todo, nós vemos um barco no meio de uma tempestade, Deus vê homens aprendendo a dominar o medo e confiar em Seu poder. Deus usa situações difíceis para nos ensinar a caminhar neste mundo. As tempestades da vida não anulam a bondade de Deus. Não haveria o arco-íris sem a tempestade, nem o dom das lágrimas sem a dor. Só conseguimos enxergar a majestade dos montes quando estamos no vale. Só enxergamos o brilho das estrelas quando a noite está trevosa É das profundezas da nossa angústia que nos erguemos para as maiores conquistas da vida. William Hendriksen, analisando este texto, diz que podemos sintetizá-lo em seis pontos básicos:
1.    Uma noite a bordo;
2.    Uma tempestade furiosa;
3.    Um clamor desesperado;
4.    Um milagre impressionante;
5.    Uma reprovação amorosa;
6.    Um efeito profundo.
I.               COMO SÃO AS TEMPESTADES DA VIDA
Em primeiro lugar, as tempestades da vida são inesperadas. William Barclay diz que o Mar da Galiléia era famoso por suas tempestades. É um lago de águas doces, de 21 quilômetros de comprimento por 14 de largura, há 220 metros a baixo do nível do Mar Mediterrâneo e é cercado de montanhas por três lados, que têm até 300 metros de altura. Os ventos gelados do Monte Hermon 2.790m, coberto de neve durante todo o ano, algumas vezes, descem com fúria dessa região alcantilada e sopram com violência, encurralados pelos montes, caindo sobre o lago, encrespando as ondas e provocando terríveis tempestades. Mt. 24:7. As tempestades da vida são também inesperadas: é um acidente, uma enfermidade, uma crise no casamento, um desemprego. As tempestades não mandam telegrama. As aflições e as tempestades da vida fazem parte da jornada de todo cristão. 
Em segundo lugar, as tempestades da vida são perigosas. Mateus diz que o barco era varrido pelas ondas Mt. 8:24. Marcos diz que se levantou grande temporal de vento, e as ondas se arremessavam contra o barco, de modo que o mesmo já estava a encher-se de água Mc. 4:37. Lucas diz que sobreveio uma tempestade de vento no lago, correndo eles o perigo de soçobrar Lc. 8:23. As tempestades da vida também são ameaçadoras. Elas são perigosas. São verdadeiros abalos sísmicos e terremotos na nossa vida. 
Em terceiro lugar, As tempestades da vida são inadiministráveis. Elas são maiores do que nossas forças. Os discípulos se esforçaram para contornar o problema, para saírem ilesos da tempestade. Mas eles nada puderam fazer para enfrentar a fúria do vento. Seus esforços não puderam vencer o problema. Eles precisaram clamar a Jesus. Certa feita, Josafá, rei de Judá, foi encurralado por três inimigos que se armaram até os dentes para atacar Jerusalém. Mandaram-lhe um recado insolente, dizendo que o rei não podia escapar de suas mãos. Josafá teve medo, pôs-se a buscar a Deus e decretou um jejum em toda a nação. Então, Josafá orou e disse: “Ó Deus não há em nós força para resistirmos a essa grande multidão que vem contra nós e não sabemos o que fazer, mas os nossos olhos estão postos em ti” 2 Cr 20:12. 
Em quarto lugar, As tempestades da vida são surpreendentes. Elas podem transformar cenários domésticos em lugares ameaçadores. O Mar da Galiléia era um lugar muito conhecido daqueles discípulos. Alguns deles eram pescadores profissionais e conheciam cada palmo daquele lago. Muitas vezes eles cruzaram aquele mar lançando suas redes. Ali era o lugar do seu ganha pão. Mas agora, estão em apuros. Ainda hoje, há momentos em que as crises maiores que enfrentamos nos vêm daqueles lugares onde sentíamo-nos mais seguros.
II. OS CONFLITOS QUE ENFRENTAMOS NAS TEMPESTADES DA VIDA
1.    Como conciliar a obediência a Cristo com a tempestade Mc. 4:35.
A.    Os discípulos entraram no barco por ordem expressa de Jesus e mesmo assim, enfrentaram a tempestade.
B.    Eles estavam no centro da vontade de Deus e ainda enfrentaram ventos contrários.
C.   Eles estavam onde Jesus os mandou estar, fazendo o que Jesus os mandou fazer, indo para onde Jesus os mandou ir e mesmo assim, enfrentaram uma terrível borrasca.
D.   Você tem sofrido oposição e perseguição por ser fiel a Deus. Tem perdido oportunidade de negócios por não transigir. Tem perdido concorrências em seus negócios por não dar propina.  
2.    Como conciliar a tempestade com a presença de Jesus 4:35, 36. O fato de Jesus estar conosco não nos poupa de certas tempestades.
A.    Ser cristão não é viver numa redoma de vidro, numa estufa espiritual. O céu não é aqui.
B.    Jesus foi a uma festa de casamento e mesmo ele estando lá, faltou vinho. Um crente que anda com Jesus pode e muitas vezes enfrenta também terríveis tempestades.
C.   A tempestade ajudou os discípulos a entenderem que podemos confiar em Jesus nas tempestades da vida. 
3.    Como conciliar a tempestade com o sono de Jesus. Talvez o maior drama dos discípulos não foi a tempestade, mas o fato de Jesus estar dormindo durante a tempestade.
A.    Na hora do maior aperto dos discípulos, Jesus estava dormindo.
B.     Às vezes, temos a sensação de que Deus está dormindo. O Salmo 73 fala sobre o sono de Deus. Aquele que não dormita nem dorme, às vezes, parece não estar atento aos dramas da nossa vida e isso gera uma grande angústia em nossa alma.
III. AS GRANDES PERGUNTAS FEITAS NAS TEMPESTADES DA VIDA
1. Mestre, não te importa que pereçamos Mc. 4.38
 Em tempos de doença, perigo de morte, desastres naturais, catástrofes, terremotos, guerras, comoção social, tragédias humanas, explode do nosso peito este mesmo grito de medo e dor: “Mestre, não te importa que pereçamos?” Mc 4:38. Mateus registra: “Senhor, salva-nos! Perecemos!” Mt 8:25. Lucas diz: “Mestre, Mestre estamos perecendo!” Lc 8:24. 
Quantas vezes, nas tempestades avassaladoras da vida também encharcamos a nossa alma de medo. Não há Deus como o nosso que trabalha para aqueles que nele esperam. Ele trabalha no turno da noite preparando algo melhor e maior para a nossa vida. Quando ele permite a tempestade é porque está desejoso de nos ensinar profundas lições de vida.
2. Por que sois assim tímidos. Por que não tendes fé Mc. 4.40
A.    Em primeiro lugar, a promessa de Jesus Mc.4:35. Jesus havia empenhado sua palavra a eles: “passemos para a outra margem”.
B.    O destino deles não era o naufrágio, mas a outra margem.
C.   O Senhor vela pela sua palavra em a cumprir. Quando ele fala, ele cumpre.
D.   Promessa e realidade são a mesma coisa. A Palavra de Jesus, as promessas de Jesus não podem ser frustradas. São planos são perfeitos. Pode passar o céu e a terra, mas as palavras do Senhor não passarão.
E.    Para ele não há impossíveis. Ele caminha sobre as ondas. Ele põe termo à guerra. Ele salva o perdido, cura o enfermo, levanta o caído e faz novas todas.
F.    Em segundo lugar, a presença de Jesus Mc. 4:36. É a presença de Jesus que nos livra do temor.
G.    Davi diz que ainda que andasse pelo vale da sombra da morte não temeria mal algum Sl 23:4. Não porque o vale seria um caminho seguro. Não porque a circunstância era fácil de enfrentar, mas porque a presença de Deus era o seu amparo. A presença de Deus nas tempestades é nossa âncora e nosso porto seguro.
H.    Quando precisássemos cruzar os rios caudalosos eles não nos submergiriam. Quando tivéssemos que entrar nas fornalhas acesas da perseguição e do sofrimento, a chama não arderia em nós, porque Deus estaria conosco Is 43:1-3.
I.      Jesus disse aos seus discípulos: “Eis que estou convosco todos os dias até a consumação dos séculos” Mt 28:20. Os discípulos se entregaram ao medo porque esqueceram-se de que Jesus estava com eles. O Rei do céu e da terra estava no mesmo barco e por isso, o barco não podia afundar. O criador do vento e do mar está conosco, não precisamos ter medo das tempestades. 
4.    Quem é este que até o vento e o mar lhe obedecem Mc. 4
 Conclusão: Jesus é perfeitamente Deus Mc. 4:39. Ele é o criador, sustentador e o interventor na natureza. O vento ouve a sua voz. O mar se acalma quando ele fala. Todo o universo se curva diante da sua autoridade. Ele é o verdadeiro Deus. É ele quem livra o seu povo e acalma as nossas tempestades. É ele quem acalma os terremotos da nossa alma. Antes eles estavam amedrontados pelo vento, agora estão cheios de temor pelo Senhor do vento. Agora eles estão cheios de temor e admiração diante do poder de Jesus.
A quem você teme: as circunstâncias ou o Senhor das circunstâncias?
DC. RINALDO SANTANA








domingo, 18 de junho de 2017

O PAPEL DE CADA UM NA FAMILIA

Introdução: Vivemos em um tempo de inversão de valores. Isso tem influenciado muitas famílias que estão literalmente de cabeça para baixo. Se fizermos uma escala de prioridades, muitas pessoas colocam o trabalho ou dinheiro em primeiro lugar, outros priorizam os filhos e ainda existem aqueles que colocam o cônjuge ou a si mesmo acima de tudo na vida. Isto tem gerado muitas decepções e conflitos familiares.
Wiliam Hendriksen, escritor disse: Nenhuma instituição sobre a face da terra é tão sagrada quanto à família. “a família é a base” de toda sociedade.
Vamos refletir sobre o papel de cada um na família:
1- DEUS: Ef. 5.31
Deus é quem constituiu a família. Este texto é um resumo da constituição da família desde a criação Gn. 2.24 e confirmada por Jesus Mc 10.6-9. A função ou posição de Deus na família é como criador e sustentador do lar.
Quando uma família é formada, precisa dar lugar a Deus em seu lar, mas não é um lugar qualquer e sim o primeiro e mais importante de tudo. Deus é o criador da família. Quando um casal se une é porque Deus os fez com a capacidade de se amar e o próprio “Deus é amor” I Jo. 4.8. Este amor que homem e mulher sentem vem de Deus.
Muitas famílias se desfazem porque não colocam Deus em primeiro lugar. Pensam que  o surgimento de sua família foi por causa de um sentimento que já acabou ou por qualquer outro motivo, mas na verdade a família existe pela vontade de Deus. Se você crer que foi Deus quem te ajudou formar sua família, então será capaz de enfrentar o que for preciso e acreditar que o mesmo Deus que criou, também irá restaurar.
Deus merece o primeiro lugar na sua família!
2- ESPOSA: Ef. 5.21-24
O texto acima tem gerado muita polêmica quando diz que a mulher deve ser submissa ao marido. Isso acontece porque estamos muito longe do padrão bíblico para o lar. A submissão ensinada aqui é que a mulher cumpra o propósito para que foi criada como “auxiliadora idônea” Gn 2.18,20, ou seja, igual. Submissão é estar sob missão ou com o mesmo objetivo. Então o texto está ensinando a mulher a lutar junto com o marido.
A mulher foi subjugada por milhares de anos e nos últimos tempos tem buscado seu lugar na sociedade. Mas infelizmente isso tem sido mal interpretado criando um clima de competição entre homens e mulheres. Com isso, a mulher tem mostrado sua capacidade superando muitos homens. Mesmo assim, não há necessidade da mulher ser rebaixada e nem se exaltar. Dentro de casa, marido e mulher têm uma mesma missão, pois “se uma casa estiver dividida contra si mesma, tal casa não poderá subsistir” Mc 3.25.
A mulher tem uma sensibilidade que pode ajudar muito o homem. Então a mulher que está em submissão e auxiliadora no lar, sempre está motivando seu marido, que também deverá tratar a mulher com amor Ef. 3.25. Uma mulher amada não acha difícil ser submissa ao esposo.
MULHER: assuma seu papel de incentivadora do lar!
3- ESPOSO: Ef. 5.25-29
O homem é cobrado insistentemente para tratar a mulher com amor. E não é apenas com exemplo de um amor natural e sim de acordo com a intensidade do amor de Cristo pela igreja. Isso significa um amor capaz de sacrificar a si próprio, de dar vida numa entrega total.
O homem que trata mal sua mulher está maltratando a si mesmo (v.29). E o homem que trata bem a mulher, recebe a recompensa em amor (v.28). O papel do marido é manter vivo o sentimento que declarou a sua mulher desde a primeira vez.
O papel do homem não é apenas provedor da família, sustentando a casa. O marido precisa cuidar que sua família e principalmente a esposa nunca se esqueça de que é amada.
HOMEM: assuma seu papel de manter o amor no lar.
4- CASAL: Ef. 5.33 e 6.4
Um grave equívoco acontece quando o casal vê o cônjuge como ‘outro’, pois desde que se uniram não são mais dois e sim apenas um. Deste modo nunca irão se dividir ou pensar em seus próprios interesses, caindo na cilada do egoísmo ou da competição.
Como pais o casal deve ensinar os filhos com o mesmo respeito e amor, sem raiva e muito menos com mimos, mas com disciplina e ensinamento do que é correto. O casal deve vigiar para não retirar a palavra um do outro e os filhos servirem “a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de um e amar ao outro, ou se devotará a um e desprezará ao outro”Mt 6.24.
O papel do casal na família é se amar como uma só carne e nunca perder o respeito. Quando falta o respeito de um pelo outro, uma série de outros problemas se desencadeiam na família. As palavras não são mais escolhidas e as ofensas tomam lugar das declarações e elogios. Mas quando o casal mantém o respeito, então os problemas são superados e com o tempo o amor prevalece.
CASAL: assuma seu papel de manter o amor e respeito no lar!
4- FILHOS: Ef. 6.1-3
Quando os filhos chegam, ocupam o espaço que faltava no lar. Contudo não podem ocupar espaço demais além do que lhe é devido. O homem continua tendo seu lugar e a mulher também. Agora o casal assume juntos, em maior união, o papel de pais.
Quanto ao cuidado, os filhos passam a ser prioridade para o casal. Isso é bom para unir mais ainda os pais. Contudo os filhos não podem assumir a frente de tudo, para que o amor do marido e da mulher não seja confundido ao ponto de se esquecerem de amar a si para dedicar todo o seu amor apenas aos filhos.
O papel dos filhos na família deve ser de obediência aos pais. Quando os pais, desde a primeira infância, deixam os filhos terem tudo o que desejam, eles se acostumam a exigir tudo pensando que os pais devem lhe obedecer. Com o passar do tempo, quando os pais tentam assumir seu papel de autoridade requerendo obediência dos filhos, então acontece uma crise na família.  A rebeldia tem sido um grave problema nas famílias II Tm 3.1-5
Muitos jovens sofrem porque não aprenderam a ouvir o NÃO. Tiveram tudo o que quiseram na infância e não aprenderam a controlar suas vontades. Então quando ouvem o não de alguém num relacionamento ou emprego, estão despreparados. Por isso é importante criar os filhos com ensino e obediência. Assim não terão problema com autoridades e quando ouvirem um não estarão preparados para suportar.
FILHOS: assumam seu papel de obediência na família!
CONCLUSÃO: Ef. 5.21 “sujeitando-vos uns aos outros no temor de Cristo”
posição da família diante de Deus está bem clara neste texto:
Deus: criou e sustenta a família;
Homem: ama e Cuida da esposa e do lar;
Mulher: apoia e motiva a família;
Casal: luta junto como uma só carne;
Filhos: obedecem aos pais.
Infelizmente muitas casas estão de cabeça pra baixo. Esquecem que cada um tem seu papel na família. A primeira coisa a fazer para reorganizar uma família é dar a Deus o seu lugar de direito acima de tudo. Depois tudo se acerta. Mas para manter tudo em ordem, o texto estudado começa ensinando que cada um se sujeite ao outro (v.21) e não que um sujeite o outro abaixo de si. Fazendo isso a família se manterá com amor.

Dc. Rinaldo Santana

sábado, 17 de junho de 2017

SETE SEMELHANÇA ENTRE MOISÉS E JESUS

Introdução: com certeza há muitas semelhanças, mas no momento podemos destacar algumas semelhanças entre Moisés e Jesus. Deus através da sua soberania molda em seus servos a semelhança de Jesus Cristo.
1.    Ambos eram Israelitas
A.    Ex. 2.1,2
B.    Mt. 1.1
2.    Ambos se assentaram a beira de um poço em ocasião muito especial
A.    Ex. 2.15
B.    Jo. 4.1-5
3.    Ambos foram comissionados por Deus para libertar Israel
A.    At. 7.35
B.    Lc. 4.18
4.    Ambos foram vistos após a morte
A.    Mt. 17.3
B.    Lc. 24.31
5.    Ambos escaparam da morte dos bebes do sexo masculino
A.    Ex.1.22; 2.10
B.    Mt. 2.13-18
6.    Ambos comissionaram doze pessoas
A.    Nm. 13.16
B.   Mt. 10.1,2
7.    Ambos jejuaram quarenta dias
A.    Ex. 34.38
B.    Mt. 4.1-10

         Conclusão: Como muitos modelos bíblicos são necessariamente incompletos há também algumas diferenças óbvias. Somente Moisés e Aarão puderam subir a montanha. Qualquer outro que subisse passaria da vida para morte. No Arrebatamento nós todos subiremos e passaremos da morte para a vida.